Reportagem sobre o negocio de chinelos

chinelos-personalizados

Em São Paulo, uma pequena empresa fabrica máquinas de fazer chinelo e já tem clientes em todo o Brasil e até no exterior. O trabalho de um equipamento pode faturar mais de R$ 10 milénio por mês. E o cliente tem porquê opções o padrão manual ou automático.

Com R$ 2.690, é provável montar uma pequena fábrica de chinelos. É o valor de uma máquina manual que faz 120 pares de chinelos por dia.

O par de empresários Luiz e Alicia Fernandes lançou a máquina de chinelos no final de 2010. Eles já venderam mais de 400 unidades para pequenos empreendedores no Brasil e na África.

“O importante nesse negócio é a perseverança”, diz Alicia, explicando que é provável vender 10 em um dia, 100 em outro, 200 em outro e depois 10 de novo. “É bastante recíproco

O chinelo é feito com placas de borracha. Uma só pessoa opera o equipamento. Basta colocar a faca de galanteio em cima da placa, inserir na máquina, e movimentar o macaco hidráulico. É ligeiro, dá para fazer com a ponta dos dedos. E a placa é cortada no formato do chinelo.

De um lado da máquina há uma fresa, que faz os furos. Do outro lado, uma prensa para colocar as tiras, e o chinelo está pronto.

“Não precisa de experiência, pode ser uma pessoa maior, um jovem, varão, mulher. A segmento melhor é que nós damos cursos, quando vendemos a máquina nós mandamos o DVD com um curso de porquê manusear a maquina”, explica o empresário.

A máquina vem com cinco facas de galanteio, para tamanhos do 33 ao 42. A empresa também produz padrão automático que custa R$ 8.900. Faz dois pares a cada 10 segundos (em determinado galanteio), mais de 1 milénio pares por dia.

O faturamento médio da empresa é de R$ 80 milénio por mês.

Porém, fabricar chinelos dá um bom lucro, se o empresário tiver originalidade.

Considerando só a matéria-prima, o dispêndio de um par de chinelos é de menos de R$ 3, ele é vendido em média no mercado por R$ 6. Se o empreendedor fizer uma combinação charmosa de cores e detalhes o preço dispara. Por exemplo, usar solado imitando mármore, pelúcia, tiras com bandeirinhas pérolas, strass, nesse caso o preço do par chega a R$ 60.

A empresa fornece placas variadas com mais de 50 tipos de enfeites, para inventar modelos à vontade. Com um bom marketing de vendas, o negócio tem tudo para dar visível, afirmam os empresários.

“É um mercado que está crescendo dia a dia. São 200 milhões de pessoas e você olha se tem pessoas para vender, logo já estou apostando firme nesse segmento e a pessoa que comprar a máquina pensa exatamente o mesmo”, diz o empresário.

Em São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo, uma cliente enxergou a oportunidade. Gorette Xavier comprou a máquina há um ano.

A empresária transformou a sala do apartamento onde mora numa fábrica de chinelos. Ela estoca matéria-prima e produz o dia inteiro. Para quem estava em moradia desempregada, o equipamento foi uma mão na roda. Hoje, a empresária fatura R$ 11 milénio por mês vendendo chinelos.

Ela é um exemplo de ousadia e norma. Montou o negócio sem quantia, pegou R$ 1 milénio emprestados, deu ingressão numa máquina, dividiu o restante, e começou a trabalhar.

“A face e a coragem. Eu fui, busquei, criei essa coragem, comprei, eu senti firmeza na máquina e comecei a fabricar e fui indo e estou até agora nesse pique”, diz.

A empresária ofereceu os chinelos para mercados do bairro. E se deu muito. Três meses depois, a dívida e o equipamento estavam quitados. “Porta a porta, pega a sacolinha, coloca nas costas e manda brasa na rua. Foi assim.”

Gorette criou dezenas de modelos de chinelos, com cores, desenhos e enfeites variados. E foi além. Investiu R$ 5 milénio em um computador, uma impressora e uma prensa, e começou a vender chinelos com fotos dos clientes. O trabalho é feito pelo designer Evanildo de Oliveira. Ele imprime a foto do cliente num papel privativo, e prensa no calçado.

“Nós vendemos para casamentos, batizados, aniversários. É uma forma de estar se diferenciando do mercado”, afirma.

Com os novos chinelos personalizados, Gorete dobrou as vendas. Agora, a empresária vai alugar um espaço individual para a empresa, e só pensa em crescer. Ela tem ainda a teoria de comprar uma máquina automática. “Pique totalidade”, afirma.

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